terça-feira, maio 27, 2008
quarta-feira, maio 14, 2008
sexta-feira, abril 25, 2008
domingo, abril 06, 2008
Abrem as aulas no próximo ano lectivo
sábado, abril 05, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
terça-feira, fevereiro 26, 2008
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
sábado, fevereiro 09, 2008
Tiger Rag
Nos dias de hoje:
Novembro 11. 2007
Março 17 2007
Antigamente (1933)
Até já se fazem solos de Tuba... Só aquele grito mesmo do fundo da garganta parte tudo... UUHHH
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
terça-feira, fevereiro 05, 2008
quarta-feira, janeiro 23, 2008
Noticia de ultima hora
terça-feira, dezembro 11, 2007
Estórias de partir a campânula a rir! – XV
Ai os dedos!
No início dos anos de 1980 surgiu o embrião daquela que é hoje sobejamente conhecida por RCPfm, a rádio regional sediada na Pampilhosa. Teve o seu primeiro estúdio na Casa Quinhentista (Sede do GEDEPA). Penso que foi numa altura de obras de restauro na Sede da FP que esta passou a fazer os ensaios na Casa Quinhentista. Ora havia uma peça que tinha uma pancada no prato com a maceta do bombo. O Manuel d’Almeida, bombeiro (porque tocava o bombo, esclareça-se), pai do nosso amigo Lelo, mandava então a porrada no prato, só que, desta vez, naquele ensaio, pregou uma macetada na mão do Xico Fura (o pratilheiro de serviço naquela altura), que ele até viu estrelas! No ensaio seguinte, os responsáveis pela rádio resolveram fazer uma gravação da banda. Até aí tudo bem, mas chega a vez da dita peça, e quando chegaram à parte da macetada (antecedia-lhe apenas um trráu da caixa), o Xico exclama bem alto: “- Cuidado com os dedos!!” Ficou lá gravado.
segunda-feira, novembro 26, 2007
Santa Cecília perpetuada na Filarmónica Pampilhosense
Foi numa discreta mas significativa cerimónia, ocorrida na passada quinta-feira, que a imagem de Santa Cecília foi descerrada no Salão de Festas da Filarmónica Pampilhosense. O evento ocorreu precisamente no dia 22 de Novembro, dia da Padroeira da Música, dos Músicos e da Harmonia. A imagem, oferecida pelo casal pampilhosense Marlene Lindo e Vítor Marques, foi colocada na parede frontal do edifício, no interior do Salão, local onde normalmente acontecem os ensaios da Banda, bem como outros eventos musicais.
Marlene Lindo, nas breves palavras que proferiu, realçou a vida de mártir da Santa, bem como o facto de os músicos do século XV logo terem adoptado Santa Cecília para sua padroeira.
Historicamente não há referências que indiquem dotes particulares de musicalidade de Cecília. Sabe-se, contudo, que era uma jovem patrícia muito culta, pertencendo a uma das mais ilustres famílias de Roma, pelo que, tendo recebido esmerada educação, a prática da música ser-lhe-ia habitual, tocando, provavelmente, algum instrumento mais consentâneo com a sua feminilidade, como a harpa, a lira ou o saltério, pois o órgão, com que tão frequentemente é representada, era ainda um instrumento grosseiro e pouco difundido.
Casada contra a sua vontade, desde cedo conseguiu que o seu marido, Valeriano, também adorasse a Deus, convertendo-o, portanto, ao Cristianismo, em detrimento dos deuses romanos.
Colocada perante a alternativa de sacrificar aos deuses de Roma ou a morrer, não hesitou e dispôs-se ao sacrifício. Quando, durante os interrogatórios, o prefeito Almáquio lhe lembrava ter sobre ela direito de vida e de morte, respondeu: "É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida."
Almáquio condenou-a a morrer asfixiada por vapor mas, como Cecília sobreviveu a esse suplício, ordenou que lhe cortassem a cabeça. O carrasco, por imperícia ou por ter vacilado ante a serenidade angélica da condenada, depois de três golpes sucessivos, não chegou a decepar a formosa cabeça, deixando a mártir em dolorosa agonia.
Só passados três dias exalou o último suspiro, e todos quantos haviam presenciado o modo sublime como aceitara tamanha provação, convertidos por tal exemplo à mesma fé, suplicavam a sua intercessão para que, na hora suprema, tivessem o mesmo valor e heroísmo por ela demonstrados, mesmo nas maiores angústias.
Nas "Actas" do martírio de Santa Cecília, que se crê tenha ocorrido no ano de 230, lê-se:
Enquanto ressoavam os órgãos, a Virgem Santa Cecília, no íntimo da sua mente, só a Deus se dirigia e cantava: "Permiti, Senhor, que o meu coração e o meu corpo permaneçam imaculados", tradução da frase original assim iniciada: "Cantantibus organis Caecilia Domino decantabat dicens...". Tomando falsamente a palavra "organis" (designação sumária de instrumento) por órgão, os pintores já no século XV a fantasiavam tangendo-o como acompanhador dos seus piedosos cânticos.
Feita deste modo a primeira iconografia, nada mais natural do que os músicos logo a tenham escolhido para sua protectora.
No século XVI constituíram-se em Paris e em Roma as primeiras associações da classe musical sob a égide de Santa Cecília. Em Inglaterra instituiu-se um concurso anual, premiado pela Corte, dando origem à criação de Odes literárias e musicais a ela consagradas por compositores tão ilustres como Henry Purcell, Haendel e, mais recentemente, Benjamim Britten.
Embora se encontrem referências mais remotas, o primeiro estatuto da Irmandade de Santa Cecília em Portugal data de 1603.
A Banda, que antecipou o seu ensaio (normalmente efectuado à sexta-feira), apresentou às cerca de quarenta pessoas presentes algumas das novas peças que tem vindo a trabalhar para a nova época, finalizando com alguma pompa o evento, que, embora especial, não foi inédito, pois o mesmo aconteceu com São Marçal, cuja imagem foi oferecida pelo mesmo casal à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Pampilhosa, que acolheu de bom grado a efígie do seu padroeiro.
sexta-feira, novembro 16, 2007
Estórias de partir a campânula a rir! – XIV
A queda
Foi em 1993 que o instrumentário da FP foi totalmente renovado. Já não era sem tempo! É claro que actualmente muitos dos instrumentos que vieram naquele ano ainda estão ao uso, no entanto é pena que não sejam de superior qualidade. “Musica Steyr Austria” é a marca de quase todos. Bom, o que interessa é que eles vinham num brinquinho, todos brilhantes, amarelo fosco, muito lindos. Nessa altura eu tocava num saxofone com dois registos, digno de um museu! Houve até um desfile para apresentação à população da categoria de instrumentário! E concerto! Que luxo! Entretanto, primeira saída. O Sr. Tavares, músico que foi desta banda, leva o trombone para o coro da Igreja para ninguém estragar pois é um instrumento de luxo! Lá em cima, para protecção, havia uma balaustrada de madeira que, para efeitos de decoração, estava coberta por lindas mantas bordadas com cenas de Cristo. O Sr. Tavares, cheio de cuidado, tenta colocar o trombone em cima do murinho que suportava a balaustrada, encostado à manta. Azar. Com o peso, o lado de dentro da manta passa para o lado de fora, indo o trombone espalhar-se no meio do chão da Igreja, quase acertando numa senhora que circulava! E ele, passado, fica a olhar lá para baixo durante um tempo até que resolve ir buscá-lo. O que vale é que o trombone só ficou com uma mossa na campânula. Bom, e mais qualquer coisinha, mas pronto.
terça-feira, novembro 13, 2007
sexta-feira, setembro 21, 2007
Encerramento da época
Agora que estamos no encerramento de mais uma época, e quando passa praticamente um ano desde que tomei o lugar deixado pelo nosso saudoso Mestre Manuel Pleno, gostaria de tecer algumas considerações no respeitante a este espaço de tempo:
Aos Músicos:
Espero sinceramente que o meu trabalho esteja a ser do agrado de todos. Eu sei que a experiência era pouca aquando da minha subida à “peanha”, mas consigo perceber que essa experiência foi aumentando pouco a pouco. Espero que, se o trabalho desenvolvido não é o esperado, que me digam, dando alternativas, propondo outros métodos de trabalho, apresentando sugestões. Por fim, espero também que a vossa assiduidade continue como até agora, pois só com assiduidade e trabalho conseguiremos elevar a Filarmónica Pampilhosense aos patamares mais altos.
Começaremos a “época baixa” trabalhando novo repertório, para, se possível, apresentarmos num Concerto de Ano Novo. Espero que tenham sempre vontade de sair de casa todas as frias noites de sexta-feira para vir ao ensaio. O esforço será recompensado!
À Direcção:
Já sabemos que a maior parte dos elementos da Direcção já por cá passaram, deixando o seu cunho nesta Instituição, tendo, por isso, bastante “calo” associativo. No entanto, considero que, na vossa ausência (cerca de sete anos), muita coisa mudou. Mudou na Instituição, na Banda, na Sociedade
Devemos ser metódicos, não “picuinhas”. Devemos ser céleres, não “aceleras”. Devemos dominar, não “espezinhar”.
Há coisas que podem ser adiadas. Outras indubitavelmente, não! E quando estas começam a ser consideradas pela Direcção como assuntos de menor importância, então algo vai mal. E se a Banda necessita de algo inadiável, é porque necessita mesmo.
Aos Amigos da FP:
Espero continuar a vê-los acompanhar a nossa Banda, nos ensaios, nos serviços religiosos, nos concertos. Só assim temos a sensação que estamos a ser “saboreados”, com esse acompanhamento e seguimento do trabalho desenvolvido. Um obrigado especial aos “resistentes” que, semana após semana, acompanham sem falta os nossos ensaios e opinam sobre o trabalho.
Um bem-haja a todos e viva a Filarmónica!
quarta-feira, agosto 22, 2007
Maestro Manuel Pleno

Faz hoje precisamente um ano que o Maestro Manuel Lindo Pleno nos deixou. Eu não queria deixar passar este dia sem recordar um pouco a sua vida e obra.
Manuel Pleno foi um homem de prestígio que sempre teve a música junto ao seu coração.
Nasceu na Pampilhosa no dia 27 de Setembro de 1936. Foi o terceiro de quatro filhos de Paulina de Melo Lindo e do sobejamente conhecido Maestro Joaquim Simões Pleno, que lhe soube transmitir o seu saber, tal como fez ao seu outro filho, o Maestro Capitão Sílvio Lindo Pleno.
Cedo iniciou os seus estudos musicais na Filarmónica Pampilhosense, dirigida então pelo seu Pai. Aos sete anos de idade já tocava caixa, substituída posteriormente pela requinta.
Teve uma infância como muitos outros da sua idade, guardando cabras e andando descalço pelos terrenos da aldeia. O Pai Joaquim deu uma educação rígida aos seus filhos, pelo que eram por vezes castigados se se portavam mal. O adolescente Manuel, nos intervalos dos ensaios da banda, costumava “namoriscar” algumas cachopas e, por vezes, reatava-se o ensaio sem a sua presença. Assim que chegava, o seu Pai, bastante irritado, batia-lhe com o que tinha à mão, no caso, com a própria batuta...
Passada a adolescência, assim que perfez os 18 anos, o Pai Joaquim Pleno alistou-o na banda de música do Regimento de Infantaria 12, em Coimbra, iniciando assim a sua carreira musical. Aos 21 anos era já Furriel-Músico, na banda de música do Regimento de Infantaria 16, em Évora, como clarinete solista. Dois anos depois é convidado para dirigir a Filarmónica de Lorvão, começando assim a sua carreira como director artístico de bandas filarmónicas civis, a par com a carreira militar.
Aos 42 anos era promovido a Sargento-mor Músico, sendo sub-chefe da Banda do Exército. Após a reforma, passa a dedicar-se inteiramente às bandas civis, bem como à composição e à formação de jovens músicos (frequentou o curso de pedagogia musical no Conservatório Nacional, em Lisboa, com os orientadores Jos Wuytack, Margarida Amaral e Verena Maschat).
Dirigia a Banda de Música de Anadia quando a Direcção da Filarmónica Pampilhosense o contactou para uma eventual substituição do velho Joaquim Pleno, então com 82 anos, corria o ano de 1990. Esta transferência foi difícil, pois o velho Pleno achava-se ainda com capacidades para continuar a regência. Contudo, a banda, a par com o seu Mestre, estava perdendo as forças, bem como a Escola de Música. Era urgente novo sangue.
Feita a “passagem da batuta”, Manuel Pleno passa a dirigir finalmente a banda da sua terra-natal, que o viu crescer para a música.
A transformação foi notória. O repertório foi sendo substituído, a Escola de Música tornou-se mais agradável para as crianças que a procuraram, enfim, um novo fôlego surgiu na Instituição com actividade ininterrupta mais antiga da freguesia.
Nessa altura, quando ingressei na Banda, encontrei um homem bem-disposto, alegre, embora altivo. Tendo conhecido a escola do velho Pleno, notei bastantes diferenças, pois Manuel Pleno conseguia incutir o desejo do estudo da música em todos nós, com actividades divertidas, enriquecedoras. Deste modo, a média de idades dos elementos da banda começou a baixar consideravelmente.
A par com a sua actividade no grupo folclórico (GEDEPA), o seu objectivo, após a estabilização da Banda, era a internacionalização desta. Tendo se deslocado algumas vezes à região francesa de Courcoury, localidade geminada com a Pampilhosa, com o GEDEPA, era seu propósito a deslocação da Filarmónica Pampilhosense a essa mesma região.
Entretanto, enquanto essa situação não se tornava viável, uma primeira longa viagem surgia, neste caso à Ilha Terceira, do arquipélago dos Açores.
Esta digressão, de 5 dias, veio estabelecer uma forte relação entre os músicos, e estes com o Maestro Manuel Pleno. Notava-se a sua alegria estampada no rosto, não só pela viagem e respectiva confraternização, mas também, e sobretudo, pelo serviço efectuado pela Banda, que espantou positivamente os Terceirenses, e não só, que assistiram ao concerto, desfile e procissão.
Via-se que era um homem feliz.
Chegou a vez da deslocação à França, o seu grande objectivo. De igual modo, a Banda proporcionou um serviço de elevado valor, que os Franceses enalteceram através da comunicação social local. O Maestro Manuel Pleno sentia um enorme orgulho da sua Banda e dos seus Músicos. A cumplicidade revelou-se sobretudo entre ele e a juventude, quando o chamava bem alto: “- Eh Manolo!?”, ao que respondia: “- Yá!”, terminando todos com o célebre: “E salta Manel, e salta Manel, olé, olé! E salta Manel, e salta Manel, olé, olé!...”
E saltava. Saltava com a alegria de uma criança rodeada de amigos! Saltava porque se sentia bem!
Infelizmente, começaram a surgir complicações, a nível pessoal e familiar, que talvez tenham gerado distúrbios ao nível da sua saúde.
Em Agosto de 2005, nova digressão ao estrangeiro, desta feita ao reino da Bélgica, para comemoração dos 222 anos da Real Filarmónica de Herdersem (Aalst). Não tão entusiasmado com a viagem, Manuel Pleno sentia-se incomodado com algo. A doença revelava-se lentamente.
Nunca perdendo a sua força de viver, continuou, na medida do possível, a orientar os destinos da Banda e da Escola de Música. Elementos da Banda substituíam-no quando fosse necessário, nunca faltando a qualquer compromisso assumido pela Direcção.
Passam alguns meses. Perdendo gradualmente as forças, eu via agora um homem magro, acabado, sem a alegria que lhe reconhecia outrora nos olhos.
O seu último concerto foi na Junça (Almeida) a 15 de Agosto do ano passado. Quis o Destino levá-lo uma semana depois, na tarde do dia 22.
O seu lugar foi ocupado por mim. Por isso, com bastante esforço e dedicação, o trabalho que desenvolvo na Filarmónica Pampilhosense é dedicado a si, sempre presente espiritualmente, para que a sua obra jamais seja esquecida!
Com saudade, termino:
– Eh Manolo!?...